O Poeta do Caos
   Adeus (Continuo vivo, mas não aqui na net, talvez algum dia eu volte.)

Escrito por O Poeta do Caos às 23h28
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Fé e esperança

 

Não há tempestade que sempre dure

Nem tormenta que sempre aflige

Os passos dos acontecimentos

Por velhas dores passam

Por cima dos desapontamentos.

 

Quando das fortes dores acabam

De todas as feridas que ele cinge

Posso me reconhecer e entender

Que por acaso nada há

E que o destino não finge.

 

Agora a chuva parou

Mas não achei meu lugar

Frio estou após a tormenta

Sem flagelo, sem alegria, sem amar

Sem odiar.

 

Reconhecendo a pessoa

A pessoa que sobreviveu

Ela é forte, ela é triste, solitária

Ela sou eu.

 

Tristeza calma e boa de quem acredita

De quem algo perdeu, porém sabe o que é seu

O futuro que está por surgir

Os olhos que se abrirão

Para uma alma que vai amanhecer

 

Sem perder a fé humana

Olhando para as dores do passado

Vivendo a solidão do presente

 

E entendendo o depois de amanhã

 

Ergue-se mais uma vez para o dia

Acreditando sempre no que se é

Cicatrizando sua ferida

 

Em estradas de verdades e mentiras

Não abandonando a sua fé

Nem a esperança em sua vida.



Escrito por O Poeta do Caos às 00h19
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   Monólogo do Caos II


Nós existimos. Contudo, queríamos que mais pessoas soubessem disso. De uma forma ou de outra procuramos nosso lugar no mundo. Mas qual mundo? Virtual? Real? Em superficial comparação, no ambiente virtual isso parece ser mais fácil. Ao menos com regras mais claras, melhor estabelecidas. O virtual, como o caos, um ramo de possibilidades é. Posso dizer por conseqüência jocosa que a virtualidade é caótica. Como o ser humano. Então podemos nós concluir que esse ambiente é reflexo de nossa alma atormentada e sedenta de algo novo, sedenta de êxito em algo. Patrimônio de nossa existência, arquivo é de uma nova antropologia. No futuro escavarão entre fósseis um blog de uma jovem de 17 anos e sobre parte de nosso tempo poderão perceber. Quem sabe minhas dores para alguém servirá... Serve agora para mim. Eu existo, quero que mais pessoas saibam disso. Não sei o meu lugar no mundo. Em qualquer mundo. E vossa pessoa sabe o seu? Se souberes, comente dizendo-me qual é. Diga-me que existes. Espalhe para quantos seres puder. Procures o que queres. Faremos nós parte de uma futura arqueologia digital para que possam saber que existimos e que encontramos as respostas para as perguntas que eles farão. Eles saberão que envelhecemos, que munimo-nos de blogs, flogs, e-mails... Saberão que nós conversamos, conhecemo-nos... sem que a distâncias e as diferenças impedissem. Eles verão o nosso caos, as nossas escolhas, nossas dores, nossos amigos, nossas possibilidades. Tudo um testamento de uma era que para eles passou e que para nós é o agora. Aqui assinem e façam parte de história.

Voltarei a esse assunto.

Escrito por O Poeta do Caos às 18h04
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Cicatrizes

 

Nossa vida é uma estrada

Em que paços sobre percalços damos

Nossos erros, nossas dores, nossas marcas

E ainda andamos, tropeçamos

 

E estamos a continuar.

 

Nossos corações em frangalhos

De uma vida que não desiste

De uma dor que ainda insiste

Em um caminho que não há atalhos

 

Contudo são nossos passos

Que fecham as nossas feridas

Juntam os nossos pedaços

 

De nossos corações.

 

Em compassos distintos

As vidas passam-se

As dores se fecham

Como que por instinto

Nossas cicatrizes casam-se

São as dores que nos gelam

 

Como marcas de gelo

São as marcas que passam

Cicatrizes na alma

 

Na mente

Nos sentimentos humanos

 

Com nosso passado formam elos

E com o futuro vagam

Ontem e amanhã com calma

 

Uma semente

A qual regamos chorando

 

Temos que sofrer em nosso caminho

Cicatrizes geladas em nossos peitos

Mas andamos, amamos

Procuramos uma vida plácida

 

Mudando e sentindo

Através de nossos feitos

E paramos e plantamos

Para regarmos com nossas lágrimas.



Escrito por O Poeta do Caos às 14h20
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Dores da verdade

 

A todo o momento, em minhas dores penso

A todo o instante, minhas dores sinto

Para aqueles que me vêem

Digo-vos, eu minto

Finjo

Que estou bem

 

Se pudesse eu chorar

A cada flagelo que me tem

A bater em meu espírito

Farão as minhas lágrimas chegar

Às portas do paraíso

 

De não pranto

De mentiras

De soluços calados

Silêncios omissos

 

São o meu canto

Intenções fugidias

Para cortar o espaço

Até um lugar perdido

 

A todos fingindo

A mim mesmo engano

A me convencer tento

A mim mesmo minto

Que minhas dores não sinto

 

Em minhas mentiras acreditar quero

Que em verdades se mudem

Que os espinhos meus murchem

Para mim não quero ser tão sincero

 

Se eu pudesse chorar

E pudesse ser verdadeiro

Teria eu que mais sofrer

Um poeta sem paradeiro

Sem lugar para ficar

E sem saber quem posso ser.



Escrito por O Poeta do Caos às 03h36
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   Monólogo do Caos I


Não falo agora como poeta. Não escrevo em versos neste momento. Penso em mim como antes e também em vós como sempre. Quem sois vós? Nós fazemos parte de uma sociedade. Uma sociedade que se divide em duas: nossas vidas reais e no ambiente eletrônico. Agora escrevo isso para vos agradar. Agradar quem lê. Quem lê? Quem comenta? Quem me conhece? Mas ninguém me conhece...

Lê quem gosta de poesia. Comenta quem quer. Conhece-me quem pode. Poucos podem. Dei-me conta de minha mortalidade e queria fazer a diferença, mas não é fácil. Sair do anonimato seria um começo, mas também seria o fim.

Vivendo na sociedade fora do virtual, ando entre vós. Vejo-vos, vos escuto. Não sou um, sou vários.

Deixo agora os devaneios poéticos e falo de quem somos nós. Expomos-nos até certo ponto no virtual para ouvirmos pessoas. Para falarmos a pessoas. Blogs, fotologs, e-mails... procuramos novas estradas para não estarmos sozinhos e para satisfazermos nosso ego e curar nossas chagas de espírito. Nem sempre as duas coisas. Brevemente, aprofundarei esse assunto para quem aqui visita e comenta, ou não. Não quero textos longos fazer para vos enfadar nem para ser censurado pelo espaço reservado por post. O ambiente virtual pode ser isso: um caminho de regras possíveis em que fazemos o possível para conhecermo-nos e aos outros e tentar fazer alguma diferença. Seja lá qual for.



Escrito por O Poeta do Caos às 01h59
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Lugar

 

Não sei qual lugar é meu

Onde ficar devo eu

Devo mesmo?

 

Mesmo?

 

Lugar para mim não existe

Acho eu isso triste

Devo andar a esmo?

 

Mesmo?

 

Onde eu deva ficar

Escolher eu um lugar

Não sei

 

Sei?

 

Andar devo a trilha certa

Gostar de poder ficar

Eu sou um poeta

E não aprendi a amar

 

Aprendi?

 

Não há lugar que eu ame

Não há alguém que eu encontre

Que me impeça de partir



Escrito por O Poeta do Caos às 12h04
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Um lugar onde são protagonistas palavras abrigo é para um poeta. Não obstante, o caos e dúvidas de difíceis respostas existem. Aqui espaço será de devaneios líricos e empíricos, e esvaziamento de chagas de espírito. Abstrações falso intelectuais dignas de críticas e fúrias, contudo de satisfação particular de meu centro umbilical.

 

O caos a desordem é

A desordem o caminho há

A contraparte da ordem foi

O caminho o caos será

 



Escrito por O Poeta do Caos às 11h53
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Problemas e respostas

 

Problemas todas as pessoas possuem, maiores ou menores.

Decorrentes ou recorrentes, na vida aparecem.

E por que aparecem? Para sabermos respostas dar?

 

Quem respostas quer?

Apenas quem filosofo não é, que perguntas apreciam.

Mas quem respostas têm? Eu tenho problemas.

Problemas tive para minhas idéias publicar.

Andei e creio que esta resposta encontrei.

 

Problemas não tenho com pessoas.

Tenho com seus sentimentos.

 

Com os meus.

 

Não tenho problemas com a vida, tenho com os seus atos.

Não os aceito e os acato ao mesmo tempo.

Ao meu lado estão as horas que não passam.

Não passam com respostas.

 

Passam sem respostas.

 

Os problemas existem para a sua solução encontrarmos.

Para envelhecermos em sua procura.

Para sofrermos.

 

Para sofrermos.

 

Problemas as pessoas têm para se achar, se aceitar, se encontrar.

Esse mundo não vos pertence, não há lugar para ti.

Espaço na existe para a sua vida e és um grão de areia.

 

Porém um grão de areia o vidro arranha, o olho cega.

 

Um caminho pode ser encontrado, um lugar pode ser tomado.

O mundo não vos espera.

Esta não é a resposta, é o que eu digo.

Se errado estou, problema há para quem me ouviu.

 

E a solução para o problema vosso será sua resposta.

Respostas individuais são.

Não tenho as minhas, não tenho as vossas.

 

Tenho apenas o peso da pergunta.

A faço por um alívio egoísta que pretendo compartilhar aqui.

Problemas pela minha vida resolvi.

Como esse de minhas idéias publicar sem problemas.

 

Contudo a pergunta ainda existe:

Quando minha angústia acabar vai?

 

Quando os problemas menores serão?

Quando iremos fechar nossas feridas?



Escrito por O Poeta do Caos às 15h10
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Por que esta alcunha?

Por que Poeta do Caos?

Do que o poeta trata?

Assuntos diversos, verdade é.

Porém, o que mais poético pode ser?

 

Sentimentos humanos.

 

E o que mais caótico pode ser?

Sem necessidade de responder.

 

Necessidades.

 

Sentimentos, caos, necessidades, respostas

O ser humano consigo leva

A necessidade de sentimentos em um caos sem respostas

O Poeta do Caos, eu, não traz respostas consigo

 

O caos me tem, eu em meu peito o levo

Como uma flor que queima e não se consome

Sentimentos no turbulento fogo do caos

Esta não é a resposta para o meu nome

 

Disse já, respostas não tenho

Se as tivesse, caos não haveria em mim

 

Como há em vós

 

Como há em muitos

 

Existe naquela jovem que se sente inferior

Que odeia o mundo que não a entende

 

Que não entende o mundo que a odeia

 

No rapaz que não sabe o que quer

E que quer o que não pode

 

Nos diferentes que assim escolheram ser

Mas que assim sofrem

 

E se fossem iguais,

Não seriam eles mesmos

 

Em muitos existe caos

Porque sentimentos possuem

Eu possuo

Eu sou o poeta, não porque sei

 

Sou porque todos são.



Escrito por O Poeta do Caos às 04h36
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